O inglês é uma língua universal e cada vez mais exigida em nossa vida profissional. Tudo começou com a famosa globalização, até chegar recentemente na tão amada por uns e odiada por outros “Copa do Mundo no Brasil”, quando os olhos do mundo se voltaram para nosso país, fazendo com que os prestadores de serviço se rendessem à língua inglesa para recepcionar a demanda de estrangeiros que tivemos nessa época, empresas que vieram para nosso país abrir suas filiais ou até mesmo startups nacionais, com incentivos internacionais.

Tudo isso fez com que a demanda de profissionais bilíngues (e até trilíngues) aumentasse no mercado. Porém muitos, mesmo que necessitem do inglês mais formal e mais frequentemente, ainda insistem em ter apenas o “inglês básico”.

Eu como gerente de TI, me preocupo muito com isso. Tenho muito cuidado ao contratar profissionais que colocam em seus currículos “inglês intermediário” ou “inglês básico”. No âmbito corporativo, o inglês deve ser fluente, ou você fala ou você não fala.

Em uma conversação, muitas vezes dentro do próprio processo seletivo, o candidato não será avisado de que começará a entrevista em inglês. Só vê o entrevistador começar a falar em outra língua e, automaticamente, deverá “virar a chave” para pensar e falar em inglês. Essa prática é muito comum dentro de processos seletivos em grandes empresas, como Facebook, Google, Linkedin, dentre outras potências que muitas pessoas buscam quando iniciam sua vida profissional ou quando querem dar uma guinada em suas carreiras.

Vejam que a maioria das empresas que eu citei é de tecnologia. Porém, mesmo em empresas que atuam em outro ramo, o inglês já está tão inserido, que nem percebemos quando falamos de software, hardware, browser e até mesmo outras palavras utilizadas com frequência.

E quantas vezes o nosso cachorro quente foi comprado como hot dog, o estacionamento marcado como parking, e aproveitamos as lojas que tinham estampadas em suas vitrines a tão esperada sale? Se percebermos nas minúcias do nosso dia a dia, o inglês nos induz a todo o instante, em momentos distintos, e fica inevitável perceber quão presente ele está. Se falarmos, então, do mundo corporativo, essa indução é ainda mais clara, com os cargos descritos por siglas em inglês, inclusive em empresas 100 por cento nacionais ou, quem nunca se preocupou com o deadline de uma tarefa ou precisou reunir stakeholders para alinhar expectativas de um projeto, muitas vezes através de uma conference call?

Pare e pense: em seu ambiente (pessoal ou profissional), quais palavras estão tão intrínsecas em seu vocabulário, mas muitas vezes você não sabe a tradução literal da palavra ou expressão, mas sabe exatamente o que significa e como utilizá-la?

Isso é muito bom, pois te permite absorver cada vez mais esse idioma tão necessário. Mas, fique atento: isso não faz de você fluente ou “básico”. Quando em minhas palestras e workshops as pessoas me perguntam se optam por uma pós-graduação ou por um curso de inglês, uma certificação ou curso de inglês, minha resposta é categórica: faça um curso de inglês, pois mais oportunidades e promoções aparecerão pela sua fluência na língua do que pela certificação ou pela pós. Aliás, o próprio inglês irá te auxiliar, no futuro, em uma pós-graduação ou MBA, já que o material muitas vezes utilizado pode estar nessa língua. Nas certificações também, as provas costumam chegar primeiro em inglês e depois serem traduzidas para o português. Ou seja, quem fala inglês, faz a prova primeiro e, no mundo corporativo, quem chega primeiro, pega a oportunidade primeiro.

Decidido a fazer seu curso de inglês? Então, escolha: escola de idiomas, aula particular ou intercâmbio? E a resposta? Depende! Dinâmicas distintas funcionam para pessoas distintas. Algumas pessoas preferem aula particular por maior foco, mas o estudo em casa é fundamental. Outras praticam melhor em grupo. Caso você tenha tempo e disponibilidade, a vivência em outro país traz uma melhor prática e assimilação. Porém, nenhuma delas será eficiente se não vier acompanhada de vontade e dedicação.

Fonte: www.administradores.com
Autor: Renato Lopes (professor universitário e gestor na área de TI)

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